Quando se fala em intercâmbio, em estudar fora, em ano sabático, logo vem à mente adolescentes que querem desbravar o mundo, certo?

Nem sempre! Não existe nada melhor do que você, em pleno exercício de sua maturidade, querer desbravar o mundo, estudar um outro idioma ou conhecer novas culturas. São várias as vantagens de se fazer isso na fase adulta. Uma delas é a própria experiência de vida, que ajuda bastante na tomada de decisões mais assertivas.

Quando tive minha primeira experiência, aos 30 anos, fui para os Estados Unidos para estudar Inglês. Fiquei na casa de uma amiga brasileira por quase 5 meses. Pegava dois ônibus para estudar em um college numa cidade vizinha, duas vezes por semana. Mas, desde lá, desenvolvi um método próprio de estudar todos os dias na escola e em casa.

Já um pouco prá lá dos 40, fui pra Malta, também para estudar Inglês. Porém, fiquei num hotelzinho, a duas quadras da escola. Caminhava, todos os dias, pela bela orla Maltesa. Estudei, durante oito meses, das oito da manhã até ao meio-dia, de segunda à sexta. Apesar da carga horária mais puxada, foi tudo muito mais tranquilo.

Aos 50, decidi aprender Espanhol e rumo à Bogotá, na Colômbia, passei 4 meses mais do que especiais em um hostel, a apenas três quadras da escola, estudando, também de segunda à sexta, na parte da manhã.

Percebam que ressaltei dois pontos nas últimas experiências de estudos no exterior: o primeiro é o de sempre ficar perto da escola. Essa história de que é bom pegar condução para conhecer como vivem os nativos é pura balela para nós, estudantes maduros. Em ambos países, antes de definir o curso e a moradia, escolhia o melhor bairro da cidade e me hospedava num hotel por uma semana, para vivenciar o dia a dia local e visitar as escolas da região. Somente depois dessa experiência é que decidia a escola que iria estudar e o local que iria morar.

O outro ponto é o de optar por um curso que tenha, no mínimo, 4 horas de estudo por dia. Porém, mais outras duas horas diárias, por sua conta, é fundamental para auxiliar na aprendizagem do novo idioma. Lembrem-se que o nosso winchester já está repleto de arquivos permanentes e que teremos que fazer caber mais alguns novos. Somente com muita determinação isso será possível.

Como estudante, tive que me adaptar a muitas coisas e uma das mais legais que inventei foi um jeito muito prático de lavar roupa. Todos os dias, eu lavava, durante o meu banho, a roupa que estava usando. Isso mesmo! Tirava a roupa, colocava sob meus pés e enquanto tomava banho, ia pisoteando, como se fosse fazer vinho. Os dias que eu lavava a cabeça, eram, também, os dias de lavar a calça jeans. Saía até com amaciante por causa do condicionador! Boa essa, né?

Eu sou Karina Calicchio

Sempre uma vírgula, nunca um ponto